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construção > história da arte > espaço urbano > arte de rua > desenho > pintura > cidade > registro > intervenção urbana > camadas > processo

contexto
Paulo Nimer PJota começou a se relacionar com arte a partir dos 12 anos, como experimentação e forma de expressão. Mais tarde, usaria a pintura para registrar suas impressões do mundo, do movimento humano e da história. Suas obras são compostas por camadas que se sobrepõem e materiais diversos. Grafismos e manchas dividem a tela com elementos figurativos detalhados, que se relacionam e sugerem narrativas.
referências
O artista menciona como influências a anatomia renascentista, as pinturas italianas do século 17, o trabalho da feminista alemã Kiki Smith (1954-), as pinturas de larga escala do americano Cy Twombly (1928-2011) e a obra de Jean-Michel Basquiat (1960-1988), que por coincidência faleceu no ano em que Paulo nasceu.

A obra se serve de formas e expressões distintas, como desenhos, rabiscos e dizeres registrados em banheiros públicos, elevadores e paredes de cadeia, além de citações de personalidades como Yves Klein, Marcel Duchamp, Hélio Oiticica e Walter Benjamim. Para PJ é importante transitar por campos aparentemente díspares.

pesquisa
Por meio do desenho, da pintura e da instalação, Paulo cria imagens que sobrepõem achados em centros urbanos a suas referências pessoais, políticas e históricas. Longo, o processo de realização é parte integrante da obra. Interessa ao artista o acúmulo de camadas de material e de referências – que podem não manter nenhuma relação formal ou temática aparente, mas que dialogam no contexto em que o artista as coloca.

Utilizando tinta, lápis, caneta, spray, ferro, linho, algodão e outros materiais, PJ cria trabalhos que pretendem desafiar o olhar e a percepção do espectador, seja pelo acúmulo, seja pelos vestígios.

processo
A observação constante dos rabiscos, manchas e escritos feitos por pessoas comuns nas ruas da cidade – e das camadas assim geradas – inspira este trabalho, que utiliza acrílica, carvão, lápis, caneta, fita crepe e papel vegetal sobre tela. Ao convidar amigos e outros artistas para interferir em sua pintura, PJ quis criar uma situação semelhante à das ruas, espaços públicos e cadernos de anotações, quando uma intervenção visual – desenho, pintura, rabisco – é complementada por outras, em uma ação anônima e corriqueira.
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