sebastian diaz morales >> palavras-chave >>

passado > presente > futuro > imagem > signo > oráculo > projeção > interpretação > sentido

contexto
De acordo com o crítico J. G. Ballard, Oracle faz uma leitura randômica de imagens que, como signos, falam do futuro como uma extensão contínua do presente, sem interpretá-las. Aos olhos do espectador, as imagens sobrepostas pelo artista evidenciam a tensão entre passado e futuro, no presente da apreciação da obra.

No vídeo, um homem de costas, parado, contempla o mar. A imagem dá lugar a uma rápida sucessão de outras, aparentemente desconexas: dois peixes dourados nadando, uma sacola plástica que se move pela rua, nuvens que parecem explodir e se dissolver. Todo o tempo, percebe-se a recorrência de formas arredondadas e movimentos centrífugos, em cenas bastante diferentes.
O trabalho de Sebastian Diaz Morales toca a questão da interpretação das imagens e da consequente atribuição de sentidos, coisas que dependem da capacidade e da vontade do espectador. Diante da obra, ele atua como uma pitonisa, que vê no futuro uma extensão do presente.

pesquisa
Sebastian Diaz Morales explora em seus trabalhos os limites entre documentário e interpretação da realidade. Suas narrativas são irônicas e céticas. Sua pesquisa envolve os recursos da linguagem do vídeo e seus usos na abordagem de aspectos do cotidiano ao seu redor.

Em suas atmosferas e cenários, de caráter predominantemente poético, evidenciam-se a sensação de inquietação e um certo clima de ficção científica. Histórias ou situações triviais são frequentemente o disparador de narrativas simbólicas que desafiam a forma como nos deparamos com a arte contemporânea.

Em sua produção, é recorrente o recurso de reunir imagens que parecem desconexas por meio de um denominador comum: um certo tipo de movimento de câmera, formas assemelhadas.

referências
A obra remete ao Oráculo de Delfos, fonte de sabedoria e profecias na antiguidade clássica.

O oráculo grego foi citado por inúmeros artistas e escritores, que destacaram suas capacidades de oferecer respostas e visões enigmáticas de futuro a partir de combinações de elementos que compunham as visões das pitonisas, sacerdotisas capazes de interpretar os sinais dos deuses.

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