tapetes
2010 | tecidos diversos, 9 m2

Tapetes envolve a apropriação de objetos cotidianos e elementos característicos das naturezas‑mortas em formas que apenas insinuam um caráter escultórico. A abordagem problematiza o lugar e os discursos em torno do objeto tridimensional contemporâneo, explorando o que o artista chama de “pensamento pré‑escultórico”: os instantes antes que se determine se algo irá se constituir de fato como obra ou assumir sua condição de coisa frágil, insondável e/ou prosaica.

Adriano Costa
brasil, 1975
prêmio de residência artística
kiosko santa cruz de la sierra, bolívia

Formado em artes plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, expôs individualmente no Programa Anual de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2010) e na mostra Black barroco, na Galeria Polinésia, São Paulo (2009). Participou de coletivas como Red Bull House of Art 2010; na Galeria Mendes Wood, São Paulo (2010); Tropical Punk, com o duo Tetine, na Whitechapel Art Gallery (Londres, Inglaterra, 2007); e poT, Galeria Camargo Vilaça, São Paulo (2003).

“Qualquer coisa passa a ser arte quando se quer que seja. A tradição escultórica de criar uma base, uma estrutura e artifícios outros para que o objeto de arte e suas possibilidades de atuação aconteçam: isso Tapetes não tem. É escultura natimorta. Existe num tempo bem específico, no qual minha incapacidade total e meu NÃO desejo de repetir as formas outrora construídas encontra alimento.”

“O que chamamos ‘comunicação’ seria bem mais chato e monótono sem todas as 200 mil possibilidades de ruído que existem. Sigo o que o material e o espaço me propõem. O trabalho nasce, cresce e se transforma através de interferências, ruídos, sofridos pelo órgão – pedaços de pano e suas texturas, cor, peso. É escultura feita por elementos avessos ao esculpir.”

“O que mais me encanta é a possibilidade de a mágica acontecer. Morte e vida; fragilidade e força. O público é convidado a entrar em um jogo onde cor, forma e certas proposições da arte contemporânea brasileira – concretas e neoconcretas – e suas sofisticadas noções geométricas estruturais são postas para dançar.”