jan villa
2010 | vídeo, 21’16’’

Mesclando registros documentais e memórias pessoais, a obra retrata a situação da cidade indiana de Mumbai depois da inundação causada pelas monções de 2005. A artista revisita a casa de sua família, que dá nome ao trabalho, e constrói a partir dela um mosaico que é, ao mesmo tempo, um retrato da devastação e de suas consequências emocionais, e uma análise do desmantelamento de santuários pessoais, num sentido universal.

natasha mendonca
índia, 1978
PRÊMiO DE RESiDÊNCiA ARTíSTiCA FAAP
SÃO PAULO, BRASiL

Artista visual formada pelo St. Xavier’s College (Mumbai, Índia), é mestre em belas‑artes, com especialização em cinema e vídeo pelo California Institute of the Arts (EUA). Dedica‑se sobretudo às temáticas familiar, social, sexual e de gênero. Foi premiada no Ann Arbor Film Festival (EUA, 2011) e no International Film Festival Rotterdam (Holanda, 2011), e exibiu obras em festivais e mostras na Suíça, EUA, Holanda, Índia, Alemanha, Tailândia, Áustria, Canadá, Itália, Escócia, Alemanha e França.

“Minha formação em antropologia e sociologia me ajuda a entender como as sociedades capitalistas funcionam e a perceber que preciso fazer trabalhos que sejam políticos, e não simplesmente entretenimento.”

“Faço um trabalho experimental e não linear; é uma forma de arte que requer esforço do público. Em termos de conteúdo, meus filmes rompem com formas tradicionais e avançam fronteiras. O cinema mainstream anestesiou nossa estética; quero que meu trabalho desafie esse anestesiamento. Quero que as pessoas vejam meus filmes e façam suas próprias associações, que decodifiquem o experimento. Não quero aquele barulho manso de gente comendo pipoca no escuro.”

“Como Jan Villa se baseia em uma experiência coletiva, a consequência torna-se onipresente, e o pessoal torna-se universal. A revelação de uma história pessoal é irrelevante para a compreensão do filme.”

“Sou, antes e acima de tudo, cineasta. Ser homossexual, feminista e mulher faz parte da minha identidade, mas não necessariamente impacta minha sensibilidade sobre nada em particular.”

“Acho que há uma voz nascente, porém forte, no cinema independente experimental indiano, e acho que ela deveria ser estimulada. As histórias da periferia são difíceis de localizar no centro, mas isso não significa que elas não existam.”